Reforma da Praça dos Três Poderes é estimada em R$ 993 mil

Projeto inclui reforma do piso, melhorias na acessibilidade, restauro de esculturas, iluminação renovada e instalação de câmeras de segurança

A empresa LAND5 Arquitetura e Urbanismo foi anunciada como a vencedora do edital de licitação para elaborar o projeto de restauro da Praça dos Três Poderes, em Brasília. O Ministério da Cultura (MinC) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançaram o edital em abril deste ano como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Seleções, destinando um investimento estimado em R$ 993 mil para a revitalização, com prazo para conclusão das obras até março de 2025.

O governo do Distrito Federal perdeu a atribuição de planejar a reforma da Praça dos Três Poderes após a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, criticar publicamente a conservação do local. Em declaração em 5 de janeiro, Janja enfatizou a inaceitabilidade de “o principal ponto turístico de Brasília” estar abandonado e ressaltou que o espaço, como um “símbolo da democracia”, necessita de restauração para receber os turistas de forma adequada.

O projeto abrangente inclui a reforma do piso, melhorias na acessibilidade, restauro de esculturas, iluminação renovada e instalação de câmeras de segurança. Também estão previstos a recuperação das fachadas do Museu da Cidade e do Espaço Lucio Costa, além de medidas para impermeabilização e adequação do sistema de drenagem.

O presidente do Iphan, Leandro Grass, anunciou que o projeto completo estará pronto dentro de 90 dias, detalhando todas as etapas e custos da obra. Destacou ainda a importância da consulta pública realizada para captar sugestões e ideias da sociedade civil, reforçando que as contribuições estão sendo consideradas junto à LAND5 Arquitetura para viabilizar sua implementação.

Após a finalização do projeto, o governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Estado de Obras e Infraestrutura (SODF), será responsável pela execução das obras. Grass assegurou que o Iphan supervisionará de perto para garantir que as diretrizes de preservação da Praça dos Três Poderes sejam rigorosamente seguidas, enfatizando a importância histórica do local como um símbolo nacional.

Durante a consulta pública, a Rede Urbanidade, iniciativa do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e entidades parceiras, apresentou contribuições visando melhorar a acessibilidade e a mobilidade ativa na praça. O promotor de Justiça Dênio Augusto de Oliveira Moura ressaltou a relevância dessas propostas para tornar o espaço mais inclusivo e funcional.

José Carlos Coutinho, arquiteto e urbanista, elogiou a iniciativa da Rede Urbanidade, enfatizando a importância de tornar a Praça dos Três Poderes mais acessível e atraente para todos os visitantes. A expectativa é que as melhorias não apenas restaurem o espaço físico, mas também o transformem em um local acolhedor e representativo para todos os brasileiros.

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