Influenciador cria versão petista do “gabinete do ódio”

Thiago dos Reis tem mais de 1,5 milhão de inscritos apenas na plataforma de vídeos YouTube; existe um mandado de prisão aberto contra ele

Durante o governo Bolsonaro, a atuação do “gabinete do ódio” fez com que a oposição da época que hoje é a base governista — ingressasse com vários pedidos de investigação. De forma similar, apoiadores do governo Lula têm utilizado as redes sociais para difundir conteúdo político, focado no ataque a opositores. Um exemplo disso é o influenciador Thiago dos Reis. O conteúdo produzido por ele frequentemente busca distorcer fatos e atacar adversários políticos. Atualmente, Thiago tem mais de 1,5 milhão de inscritos apenas na plataforma de vídeos YouTube. O material atrai uma grande audiência e gera lucros significativos, mas também resultou em 15 processos judiciais contra o influenciador, que nega qualquer vínculo financeiro ou informativo com o Palácio do Planalto e afirma que o canal é uma defesa da democracia.

Apesar das alegações de Thiago, há indícios da existência de um “gabinete da ousadia” mantido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para coordenar influenciadores governistas. A forma de atuação do produtor de conteúdo levanta suspeitas sobre a independência dos canais de comunicação que ele geri.

Apesar das críticas, principalmente sobre o uso de fake news, Thiago mantém bilhões de visualizações no YouTube. Contra Thiago, que atualmente mora no México, já pesam algumas tentativas frustradas de intimação e um mandado de prisão em aberto. Thiago justifica que se mudou para o país estrangeiro devido às ameaças que recebe. Ele continua a negar qualquer apoio financeiro do governo Lula e defende que o trabalho realizado  é independente e focado na defesa da democracia.

Gabinete do ódio

Em novembro de 2023, as denúncias contra o “gabinete do ódio” que atuou durante o governo Bolsonaro desencadeou a delação do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Barbosa Cid. De acordo com o relato do militar, três assessores presidenciais utilizavam a estrutura do governo, em uma sala do Palácio do Planalto, para produzir o conteúdo que, posteriormente, era difundido nas redes sociais.

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