Hospital veterinário: o ataque do Corvo nos cofres do GDF

Documentos fraudados burlam licitação na gestão do Hospital da Fauna Silvestre que será inaugurado pelo Governador do DF, Ibaneis Rocha

Por: Mino Pedrosa

 

Aves de rapina e animais carniceiros, em sua incansável busca por presas, voltam a lançar suas garras sobre o patrimônio público, desta vez mirando vorazmente os recursos destinados a um nobre propósito: um hospital voltado ao cuidado da saúde dos animais. Esse ataque desmedido e voraz não é apenas um assalto aos cofres públicos; é uma afronta à compaixão e ao dever de proteger os mais vulneráveis entre nós.

Na capital federal, o esquema ardiloso de corrupção se infiltra novamente através das sombrias licitações orquestradas pelas secretarias que orbitam o Palácio do Buriti. Sob a invigilância do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a história se repete com os transgressores – desta vez engajados em esquemas envolvendo a fauna silvestre – mirando o edital de chamamento público nº 1/23 para “serviços de atendimento e reabilitação de fauna silvestre”.

A influência destes nebulosos lobistas e empresários se mostra tão abrangente que até o próprio governador Ibaneis Rocha (MDB) é esperado para endossar este cenário, na cerimônia de lançamento do projeto para o Hospital de Silvestres. De maneira audaz e criminosa, os integrantes dessa quadrilha, notórios por suas atuações em outros estados, submetem atestados de capacidade técnica falsificados.

Esta prática ilícita, reiterada de outros estados, já resultou na responsabilização dos envolvidos em ao menos três diferentes jurisdições. Wilson Grassi Junior, figura central desta trama e presidente da Sociedade Paulista de Medicina Veterinária (SPMV), emerge como o vencedor do processo licitatório, instrumentalizando atestados forjados por instituições educacionais sob sua influência, um flagrante conflito de interesses.

A trama se adensa com a apresentação de documentos fraudulentos à comissão licitatória do GDF, incluindo contratos vinculados à Prevent Pet e DG Centro Veterinário, ambas sob propriedade de Grassi Junior. Erros técnicos sutis, como a discrepância no endereço do Hospital Veterinário da Faculdade Anclivepa de Brasília, revelam a arrogância destes atos criminosos.

A extensão da corrupção se estende até João Pessoa, Paraíba, onde atestados de capacidade técnica por serviços nunca prestados foram submetidos, descortinando a audácia e a depravação desses agentes na pilhagem incessante do erário público. Este cenário não apenas expõe a voracidade destas aves de rapina e animais carniceiros em seu assalto ao patrimônio público, mas também ressalta a urgência em combater e erradicar tais práticas nefastas.

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